:: Mike Oldfield Brasil - 3 Anos Tubulares com vcs ! ::

A primeira e a sua fonte de informação em português sobre o trabalho do Mike Oldfield,o multi instrumentista inglês criador do Tubular Bells,a famosa música do filme O Exorcista...

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Tatiana Porto
24 anos
Sampa - SP, Brasil
estudante de química
admiradora do trabalho do Mike Oldfield desde 2001
webmaster do Mike Oldfield Brasil há quase 3 anos (desde 02/09/2002)
fã de rock progressivo, eletrônico, 80's
frase preferida:

"I'd like to see more variety, honesty, creativity, uniqueness, not everybody just following each other like sheep." - Mike Oldfield

(tradução: Eu gostaria de ver mais variedade, honestidade, criatividade, algo único, não todo mundo apenas seguindo os outros como ovelhas.)

MSN - tubularblog at hotmail dot com

:: Sábado, Dezembro 31, 2005 ::

Conforme prometido...minhas considerações finais sobre o Light + Shade...



Depois do jogo Maestro e do silêncio de 2004,2005 foi o ano que o Mike Oldfield saiu do seu hibernáculo, saindo com um disco duplo com 18 músicas(na edição inglesa) mais Cook's Tune que saiu somente na rede. Só foi em maio deste ano,bem pertinho do aniversário dele que ele contou que cada disco teria uma proposta diferente,um mais ambient/chill out e outro mais agitado,mais dark,mais trance. Temos o Mike Oldfield Light coexistindo com o Mike Oldfield Shade,e o resultado dessas duas facetas do músico inglês saiu dia 26 de setembro na Europa como Light + Shade.

O que vale ressaltar é que L+S é um disco de melodias mais simples, mas que mostram que na simplicidade também sai músicas interessantes e que há tempos não traziam uma performance de guitarra por parte do Mike Oldfield que desde o Tubular Bells III e Guitars tão poderosa. Como o próprio Mike comenta, as músicas deixam de ser mais técnicas(como Tubular Bells,Ommadawn,Amarok,Incantations,Hergest Ridge) para serem mais movidas pela emoção e a espiritualidade cada vez mais evidente na pessoa dele de uns tempos para cá.

Light veio light mesmo, com músicas que trazem paz,serenidade e tranqulidade para aos ouvintes. Shade veio agitado,dançante,eletrônico a la Mike Oldfield,sem deixar de ter sua marca.E as novas tecnologias o tornaram realmente como ele definiu numa entrevista em um "homem-orquestra", trabalhando sozinho, mas sem deixar de lado olhar para os novos, com as colaborações em Slipstream(baseado no riff criado por Jason Cluts na demo do Fruity Loops) e Nightshade(com Christopher von Deylen do Schiller ajudando na instrumentação) mostraram.

Mas a renovação do Roughwood Studio em sua casa na Inglaterra levou os equipamentos antigos de gravação e hj temos o computador como a nova definição de home studio,sem contar com os instrumentos, sobrando apenas suas guitarras,violões e baixos mais o piano, instrumentos estes que fizeram parte da lista de instrumentos "reais" do L+S,trabalhando em conjunto com teclados e vários softwares de computador que o permitiram redefinir o conceito de multiinstrumentista dele.Fãs mais das antigas torceram o nariz, mas o Mike Oldfield hj não vive de seu passado movido a Tubular Bells, sempre busca estar na frente, não importa se vende ou não, mas sai do lugar comum. Quer novidade mais interessante, por mais que seja algo digamos, diferente, do que os vocalistas virtuais que aparecem em L+S, sendo algo pioneiro na música em termos de uso em um trabalho, tendo o mesmo efeito que as vozes robóticas e metalizadas do Vocoder fez em QE2 e Five Miles Out dentro da história da voz como um instrumento segundo seu ponto de vista.

Ter mudado de gravadora e justo naquela,a Mercury(Universal) que há 33 anos atrás qdo o jovem Mike Oldfield estava com a demo de Tubular Bells debaixo do braço e pelo fato de não ter vocais na música, fechou suas portas para ele...e hoje ele faz parte do cast, sendo reconhecido pelos seus serviços à música e que em 2008 todo o catálogo da Virgin vai passar para a Mercury...como as coisas mudam tanto,e como!

A única coisa chata é que L+S não foi tão bem promovido como devido,visto o potencial do disco...será que em 2006 nos esconde uma nova promoção do L+S aliado uma turnê depois de 7 anos fora dos palcos por parte dele. Que o lado "sim,eu vou cair na estrada" do Mike o cutuque bastante para que possamos vê-lo novamente em ação,seguro de si e com toda a sua energia positiva e fascinante ao seu lado, cada vez mais forte do que nunca...

Pessoalmente, 2005 foi o ano que surgiu um Mike Oldfield mais forte, mais centrado, mais auto-confiante, bem resolvido consigo mesmo e pronto para o que der e vier? Tem coisa mais gratificante do que isso para uma pessoa como ele, que passou por várias experiências pessoais que ao longo dos anos foram se resolvendo e moldando sua personalidade,resultando no que ele é hoje.Não tem preço essa sensação,e conquistada com muito auto-conhecimento e terapia...e que o tornou um ser humano melhor, isso eu tenho certeza.


Considerações finais feitas...

...só me resta desejar um ótimo 2006 para todos,com mta saúde,paz, energias positivas e mto Mike Oldfield para todos que passam por aqui,e que o Light + Shade e o DVD Exposed finalmente saiam por aqui, pq a batalha continua...e não desisto nunca mesmo...é isso ai :D

:: por Tatiana Porto 8:04 PM [+] ::


:: Quarta-feira, Dezembro 28, 2005 ::

Mais resenha do Light + Shade...as 3 faixas extras comentadas...e Morgentau do Schiller feat Mike Oldfield tb para vcs:

Quem comprou a edição que saiu no Reino Unido ganhou 2 faixas a mais do que nas edições que sairam nos outros países,sendo uma no Light(Près de Toi) e outra no Shade(Lakme - Fruity Loops). E na rede saiu uma outra música,a Cook's Theme,num site pago(mas agora já sabem,dá pra baixar em qualquer lugar!). Vamos aos comentários sobre elas:



Près de Toi - CD Light
Aqui temos na integra a música que inspirou Closer,numa versão caprichada,com o violão clássico fazendo a bela melodia,e com as raízes celtas do Mike correndo no snague,ele fez uma versão celta,com gaitas de fole sintetizadas,bem estilão do CD Voyager,a PRS Custom dando um peso na música,beeem mais rica que Closer na instrumentação,bem cara de hino,e passando um sentimento de conforto e força.Não tem aquela levada meio blues que dá um clima mais pesado.


Lakme(Fruity Loops) - CD Shade
Versão da ópera de mesmo nome de Deblies em versão bem dance e e espirito Ibiza.Mtos teclados,loops e a Strat Vermelhinha aparecendo.Batida contagiante,que funcionaria numa pista de dança numa boa,com samples das baleias de The Songs of Distant Earth ecoando.Piano marcando a melodia tb,dando um charme especial,mas nada que seja a la Robert Miles(que pegava dance e colocava piano).Os sons mais pesados de guitarra ficam à cargo da PRS Custom,que com seu tímbre característico faz aquele som de guitarras quase chorando,beeem Mike Oldfield. Possível single,quem sabe,juntamente com Nightshade se pensa em termos de singles dançantes e contagiantes...


Cook's Tune - Faixa Bônus(disponível na rede)
Lembra as singelas músicas tradicionais do Mike Oldfield como Portsmouth e Blue Peter,Cook's Tune tem tudo pra agradar quem gostou de ambas,pois é no mesmo estilo,só que versão modernizada e bem rock,sem excesso de batidas eletrônicas como algumas músicas do L+S. Violão marcando a melodia,parecendo música de marinheiro com os teclados fazendo a atmosfera sonora no começo.Depois entra a bateria a la Crystal Clear do the Songs of Distant Earth,deixando a música bem alegre e uma delícia de ouvir e matar as saudades daquele Mike Oldfield que qdo lançava esses singles de músicas tradicionais inglesas dava um charme nas suas versões.Strat? Não,é a PRS Custom que manda aqui,na medida certa e de maneira conveniente para o tipo de música. Agora me pergunto,pq essa música não parou no CD,porque espaço tinha nos 2 CDs para ela entrar,oras...mas sem perder a tradição,mais um single bacaninha do Mike :D


De bônus tb comento Morgentau,a música que o Mike Oldfield tocou guitarra e saiu no CD Tag und Nacht do Schiller:


Morgentau(Orvalho da Manhã - em português)
Música bem ambient com batida crescente,estilo Shade,com uma atmosfera bem interessante e instrumentação idem.Primeiro entra a Strat vermelinha do Mike,sempre mais melódica,sola deliciosamente,até um pequeno bridge para entrar a PRS Custom e solando com emoção,como se as plantas estivessem liberando o orvalho de toda manhã,e o ritmo torna-se mais intenso,com momentos que o solo acompanha a melodia de fundo e outros mais improvisados pelo Mike,e outros momentos onde tanto a Strat e a PRS aparecem(Strat de fundo e PRS de frente),voltando para a Strat no final,do mesmo jeito que começou a música.Não tem como,o Mike com seu timbre característico não engana ninguém,pode ser a música mais diferente possível,que ouviu aquela guitarra...claro que tem Mike Oldfield tocando.Uma excelente faixa e uma colaboração que caiu como uma luva para a música composta pelo Christopher Von Deylen. Outro momento de solo de guitarra com classe,emoção e energia vindo do Mike...fazia tempo que não solava assim...

Antes do fim do ano,venho com as considerações finais do Light + Shade...aguardem !

:: por Tatiana Porto 10:57 PM [+] ::


:: Quinta-feira, Dezembro 22, 2005 ::

Minha resenha do Light + Shade...agora do CD Lighte, só ficam faltando a resenha das 3 músicas bonus(Près de Toi, Lakme e Cook's Tune) mais minhas considerações finais a respeito do novo disco do Mike Oldfield...


Mike Oldfield - Light + Shade (2005) - CD Light


Angelique
Com o nome inspirado num dos presets de um dos teclados do Mike, eis a música que abre o CD Light,e faz isso de maneira excelente. Foi a primeira música que ouvi do Light + Shade qdo a música vazou para uma rádio polonesa. Outra que gostei na primeira ouvida, uma melodia de piano incial tão marcante quanto a de Sentinel do Tubular Bells II,mas calma,tranquila e crescente. Os teclados de fundo criando uma atmosfera enovlvente,que nos engrandece,e o vocais do Vocaloid cantando "angelique" de várias formas possíveis.A batida da bateria cresce e dá uma pausa para entrar a melosa e cativante Fender Strat(a vermelhinha), solando com classe.Voltamos aa melodia inicial,com uma batida mais rápida,o baixo Fender Precision(aquele que aparece na performance de TB Part I do DVD Elements,que tava há tempos esquecido na parede do estúdio do Mike) sendo tocado de forma formosa,com um peso gostoso de ouvir. E a Strat dá seu show,com sua função de exceutar a melodia com delicadeza e de maneira formosa.Essa música te joga para cima,para começar o dia super bem.Estilo Tres Lunas beeeem melhorado e mais agitado,flertando um pouco com The Songs of Distant Earth(Oceania talvez?),só que mais simples.E funciona.

Blackbird
Quem diria que novo hobby do Mike Oldfield de ficar andando de motos super velozes seria a inspiração de uma música? Pois bem, Blackbird é a música cujo nome foi originado de uma das motos dele(uma Honda Blackbird). Segundo o Mike, imagina vc andando de moto, e as paisagens passando em câmera lenta,e assim que ele comenta sobre essa faixa. Diria que ela dá uma tranquilizada depois de Angelique, numa música mais reflexiva, tocada só no piano Steinway de 1928 e com alguns teclados fazendo a base. Que o piano não é o instrumento principal do Mike isso nós sabemos,mas qdo ele senta e toca, não faz feio(apesar dele não concordar,hehe).Essa música é simples,mas tem algo que me atrai,a capacidade de fazer a gente ver em câmera lenta a nossa vida, com um olhar mais crítico,apreciando as belezas proporcionadas e aprendendo com ela.

The Gate
Essa música foi a primeira que o Mike fez os experimentos com o Vocaloid(os tais vocalistas virtuais) e aqui eles funcionam como um instrumento(bem,o Mike sempre achou a voz um instrumento como qualquer outro),aliado com os teclados fazendo a base,bem climática e mais uma música pensativa.Vale recordar que essa música remete ao avô materno do Mike,que lutou na I Guerra Mundial na região de Ypres(França),onde hj tem um memorial em homenagem para aqueles que lutaram na guerra e que ele queria transmitir a sensação de estar lá visitando o Memorial.Um violão clássico e a Strat fazem sua parte,quebrando um pouco o Vocaloid,que é o astro da música.Música em estilo ambient bem tranquila,mas com um gostinho de que não funcionou tão bem como deveria...excesso de Vocaloids...

First Steps
Ideía antiga,lá do jogo Tres Lunas,melhorada e que acabou virando uma música de 10 minutos de duração.A melodia da guitarra é feita na Strat vermelhinha,e remente claramente a música Tres Lunas do álbum de mesmo nome.Começa lenta,tranquila,um pouco melancólica,e depois ganha uma batida eletrônica,mas bem chill out.O baixo entra e cria um clima pesado,contrastando com os teclados atmosféricos,com um ritmo gostoso de ouvir,mesclando com a Strat.Vem uma parada para troca de atmosfera musical e novos elementos entram,como o piano marcando o tema base,e agora,o mesmo tema tocado de forma grandiosa,e volta a Strat em um bridge atmosférico para cima,quebrando a melodia básica,dando um toque especial para a música,até voltar ao tema principal em sua forma anterior, só que agora, pela primeira vez no Light,a PRS Custom entra e põe peso,num solo bastante marcante e adequado para a proposta Light.Por mais que seja a mesma melodia, ela sendo exceutada de diferentes formas não faz a música enjooar como muita gente pensaria.Nada mal...mas quem rouba a cena são as melodias novas que quebram e dão uma dinamizada.

Closer
Lembram-se da segunda parte de Four Winds do Guitars com aquela guitarra estilo blues? Em Closer ela está de volta,na Strat Vermelha.Essa música é baseada no hino Près de Toi(Perto de Você) que o Mike ouviu num funeral(será que foi o do amigo Pierre Moerlen?) qdo ele viajou para a França e visitou o memorial em Ypres. Como sempre,o Mike consegue transformar melancolia em algo alegre,e caprichou na sua versão do tema,deixando a guitarra fazer um exclente trabalho melódico,e numa versão celta(não tem como,a música celta faz parte da vida do Mike Oldfield...) e que não estaria deslocada no Voyager visto a proposta da versão celta.

Our Father
A segunda música que ouvi do Light,tb naquela história da rádio polonesa,e que remota a sons do Tres Lunas,numa versão mais rápida,mas ainda no espirito chillout. Segundo o Mike, ele se inspirou nos acontecimentos em torno da morte do Papa João Paulo II que o tocou por dentro(vale lembrar de que o Mike qdo pequeno segiu a religão da mãe até uns 10 anos de idade - Catolicismo),sendo que acabou por pegar um tema do Tres Lunas(jogo) e trabalhou na época do fato.Apesar de ser inspirado em algo teoricamente triste, o Mike consegiu fazer uma música mto agradável e bela, com uma percussão na medida certa,charmosa,linhas de piano bonitas,a Strat em melodias harmoniosas,mais o Vocaloid em dois momentos, um lembrando o trabalho vocal da irmã Sally Oldfield no CD Tres Lunas e outro momento os cantos masculinos que aparecem no The Songs of Distant Earth. A repetição do tema é usado aqui,mas o diferencial está nos elementos que compõe a instrumentação,não fazendo algo que canse tanto(mas para mim,acho que ficar brincando num mesmo tema tem horas que não funciona tão bem,como é neste caso).Um que me chamou a atenção remota a um som de teclado que me lembra flautas de pan que tem em Weightless do Tubular Bells II e que caiu muito bem na música. Recentemente li uma entrevista do Mike que ele comenta dessa música com uma outra interpretação por parte dele, do fato dele ser pai(mais uma lembrança: o Mike foi pai ano passado,qdo nasceu o Jake,o sexto filho dele,o primeiro com a Fanny Oldfield) e daquela coisa toda que é ser pai,de ser especial para os filhos.E pai dedicado ele é, visto os 2 faxes dos filhos dele que estão na parede do estúdio dele escrito "Para o melhor pai do mundo!". Charme,não?

Rocky
Inspirada num dos cavalos do Mike de mesmo nome, voltamos a fórmula de Blackbird,mas com uma melodia mais alegre e para cima.Outro momento de reflexão e quebra do ritmo depois da "agitada" de Our Father.O trabalho nessa música me agrada bastante, essa outra faceta do Mike no piano realmente chama a atenção,pq ele consegue dar charme à música sem precisar de guitarras e muita instrumentação,só o piano e algum teclado de fundo.Curta,mas direta no que veio.Um bom momento de piano dele.

Sunset
Agora o tema tem como base o segundo jogo da família MusicVR(Maestro),e ele é o que toca quando vc termina o jogo e entra no nível especial dos vencedores.Para muitos fãs,um das músicas mais bonitas do Light como um todo. No começo não via muita graça como foi meu encantamento com Angelique,mas com várias audições,fui pegando o espirito da coisa.Novamente, um tema baseado em piano e uma novidade, o violão classico dando um toque "música de um final de tarde em pleno Café del Mar de Ibiza",novamente a música cresce,enriquece de elementos(mas nada como no passado),mas suficientes para criar a atmosfera da música,e logo a Strat volta e substitui o violão na parte de melodia principal.O Vocaloid entra de forma espaçada mas funcionando como mais um instrumento, em alguns momentos remetendo aos vocais que temos em Lament for Atlantis do The Songs of Distant Earth. Uma bela música,mas não daquelas marcantes numa primeira ouvida.


O CD Light como um todo:

O que esperava do Light era algo bem light mesmo,e achei que o Mike individualmente nas músicas fez um bom trabalho, seguindo o espirito de melodias simples e atmosféricas que ele comentou qdo o L + S estava engatinhando.Um Tres Lunas melhorado? Diria que sim pq as músicas não são tão óbvias demais em sua estrutura e nem em suas repetições melódicas (tirando The Gate) como algumas do Tres Lunas,sem contar que o Mike explorou outras formas de chill out como em Blackbird e Rocky (gratas surpresas do Mike ao exceutá-las só no piano) que melhoram a idéia de chill out/ambient que ele escolheu para o Light. De ambient mesmo - The Gate é a música. As vagas lembranças de The Songs of Distant Earth aparecem em músicas mais agitadas como Angelique,Sunset e Our Father dentro do espirito Light,mas se ficarmos comparando com TSODE já fica covardia...

O que acho que prejudicou um pouco foi a ordem das músicas,principalmente nos dois temas de piano(Blackbird e Rocky) terem vindo logo após temas mais acelerados(Angelique e Our Father,respectivamente),que dá uma quebrada violenta no fluxo de audição do disco,mas nada que comprometa o resultado a ponto de torná-lo inaudível do jeito que está. Um disco de chill out/ambient bem variado, ao contrário do Tres Lunas(só recordando que o Tres Lunas não nasceu como disco propriamente dito,ao contrário do L+S). Uma coisa que senti por parte do Mike Oldfield nas composições do Light é que na simplicidade vc consegue temas marcantes,e o CD Light em faixas como Angelique, Blackbird,Rocky e Sunset são perfeitas nesse conceito de simplicidade.A instrumentação escolhida,assim como no CD Shade,é o diferencial para não deixar simples demais as músicas. Um bom trabalho por parte do Mike,sem gostinho de ter sido feito às pressas ou totalmente descompromissado.Como venho dizendo, o Light é bem Light mesmo !

:: por Tatiana Porto 12:16 AM [+] ::


:: Segunda-feira, Dezembro 19, 2005 ::

Ah....finalmente...meus comentários sobre Light + Shade !

Depois de um semestre pesado na minha vida pessoal,e principalmente neste último mês de novembro - não, não se preocupem, o Mike tb deu um sumiço - agora posso sentar e escrever minhas impressões a respeito do tão aguardado Light + Shade,o primeiro disco do Mike Oldfield de inéditas desde 2002,e que saiu em 26 de setembro deste ano.

Vou começar com o meu CD preferido,o Shade,e essa resenha sairá em doses homeopáticas...são 19 músicas para avaliar dos 2 CDs(mais Cook's Tune que não saiu no CD mas dá para pegar na rede!)...vamos a ela então,começando com o CD Shade(depois vindo o CD Light e finalmente,as 3 faixas bônus) :

Mike Oldfield - Light + Shade(2005) - CD Shade


Quicksilver
Quando um amigo meu na rede e fã do Mike me tentou ao me perguntar que música do Shade queria conhecer primeiro,fui logo pedindo Quicksilver,que abre o CD Shade.Faixas de abertura tem quer ser mto bem escolhidas,visto que elas podem causar um impacto logo de cara.Angelique(que depois vou comentar) abre mto bem o CD Light...e quanto a Quicksilver...tb abre mto bem o CD Shade.Está claro que não é aquele eletrônico que impera no Tubular Bells III em The Source of the Secrets por exemplo.Tem peso.Bem trance a la Mike Oldfield,mas que me assustou no começo.Se a faixa não tivesse as guitarras dele(a Strat vermelhinha),poderia ter claramente passado por outro artista.Mas tem um diferencial,não é aquele trance feito por DJs,mas sim por músico de verdade.A ambientação da música é bem interessante,alguns loops mto bem empregados,a batida contagia,bem tecnológica.Tá claro que com Quicksilver o Mike andou ouvindo mto o Essential Selection da BBC Radio 1 ou andou ouvindo o trabalho do amigo Steve Hillage no System 7(o duo eletrônico dele com a Miquette Giardy - remixaram Women of Ireland) que é bem trance,mas não o que assola as raves pelo Brasil afora. É eletrônico,mas tem algo a mais que um fã do estilo vai estranhar. O Mike evoluiu o seu lado eletrônico,mais maduro do que o que tinha feito antes...e mesmo com Ibiza aos seus pés qdo mais novo.Gosto mais desse Mike que aparece aqui, que pega as novidades e processa sem deixar de ser ele mesmo, sem ficar soando estranho como mta gente das antigas hj em dia.


Resolution
Essa música,a segunda do Shade,vem depois do susto de Quicksilver,e trás uma levada rock bem forte,uma faixa no qual a guitarra marca presença.Eu gosto quando o Mike deixa um pouco o timbre caracterísitico dele e faz algo bem básico,como é a base da melodia feita na guitarra nesta música.O vocal virtual feminino vem bem a calhar e realmente te põe naquele espírito que o Mike comenta de inspiração no Capitão Cook,o espírito desbravador e vencendo as barreiras.Soa como gelo,sim,o ritmo pesado e o peso da guitarra transmite isso com perfeição,e qdo o timbre característico volta com tudo via a PRS Custom,é um delírio só. Eis o Mike Oldfield tocando com peso,me remetendo a uma Shadow on the Wall ou Outcast. Acho maravilhoso.O Mike mais pesado sempre me agradou mto,visto que ele tem o peso sem deixar a classe qdo toca.Versátil para caramba...esse é o Mike Oldfield que eu aprecio.

Slipstream
Ah,o Mike Oldfield gostou do riff de uma das demos que vem no programa FL Studio(Fruity Loops),chamada Highpass e composta por um músico amador chamado Jason Cluts.Corretamente foi creditado,e quem ouviu a música que inspirou Slipstream como foi no meu caso teve 2 reações: ou que a música foi toda "chupada" integralmente ; ou que só o riff base foi usado. Para mim,só o riff base,e Slipstream pegou o riff e o Mike deu uma incrementada toda eletrônica e deixou as guitarras de lado.Os elementos novos deixaram o riff um mero pano de fundo e mostra a diferença Jason Cluts x Mike Oldfield.Só que o fato de não ter guitarras e ser eletrônica demais deixa o Mike irreconhecível na música. Não tem nada ali que vc ouve e fala de cara, "nossa,é Mike Oldfield...",por mais estranha que a música soe. Sofre do efeito que Foreign Affair causou em mim - sem guitarras(o Mike é guitarrista em primeiro lugar e qdo dá um tempo,fica estranho). É audível,não pulo a faixa,mas sei lá...parece algumas músicas do System 7 do amigo Steve Hillage qdo ele dá um tempo na guitarra.A linha de piano é que dá um pista que é o Mike,mas essa música,definitivamente,não é Mike Oldfield.


Surfing
Primeiro single visto o fato de ser uma canção mesmo,estrelada pelos vocalistas virtuais e o vocal do Mike de fundo,e foi o próprio que escolheu como single.A letra falando da internet,que vicia e que é o adorável mundo novo,nada extraordinário,mas simples na sua mensagem,como muitas das músicas do Mike. Musicalmente falando,é uma música mais lenta,com uma melodia agradável,que vai pegando aos poucos,com uma instrumentação interessante.O que me agrada na versão do disco é o bridge que antecede o solo de guitarra lá pelos 3 minutos de música,bem atmosférico e fascinante...e 30 segundos depois...a PRS Custom chorando mto,o Mike dando tudo de si num solo fantástico,com emoção e energia,daqueles que tava sentindo falta de ouvir.Me remota um pouco o que ele fez na mesma guitarra em Dark Star do Tubular Bells II. Voltando a letra,como a repetição da letra a la Foreign Affair do Crises funciona,mas sem enjoar como nesta faixa.O bridge e o solo dão uma quebrada,e faltou um trecho desse bridge bem na versão edit que toca nas rádios européias,tirando um pouco da graça.Uns 30 segundos a mais no edit de 3 minutos deixaria mais legal....mas quanto ao disco,outros elementos deixariam a música mais legal e interessante.Mas sabe como é,single é single,tem que ser simples e fácil de pegar...


Tears of an Angel
Molly Oldfield,a primogênita dos 6 filhos dele,em um momento de tristeza fez o papai Mike Oldfield compor essa música.O começo lembra muito The Doge's Palace,uma das faixas com orquestra do The Millennum Bell(que eu particularmente não gosto mto desse trabalho),e começa meio pesado,mas logo a música se transforma em algo belíssimo,calmo,tranquilo,com guitarras que me lembram o trabalho que o Mike fez em Voyager,com uma levada celta,acompanhada pelo Vocaloid cantando de forma mto bela..."falling like rain...like tears of an angel...". Lá pelos 2:30 de música,entramos num bridge que nos deixa ansiosos para o que vem depois...um clima de suspense...e um solo maravilhoso de guitarra do Mike,que passa nitidamente a impressão que ele sentiu mto prazer em tocar,com emoção,a PRS Custom mandando muito,nossa....eu fiquei sem palavras qdo ouvi pela primeira vez..."a filha dele tava triste e ele me manda um solo de guitarra como esse...não pode ser,mas tá sensacional...fazia tempo que ele não tocava assim....",veio na minha cabeça.E voltamos ao tema mais sussa,com a Fender Strat vermelinha com seu timbre melódico em um mix com o peso da PRS.Não é à toa que os fãs escolheram essa música como uma das melhores do L+S como um todo.

Romance
Lembro quando o Mike comentou na entrevista que ele deu para o jornal The Times na época que o jogo Maestro saiu em 2004,qdo ele comenta sobre o novo disco e fala de suas experiências.Pelo que o Mike comenta a respeito da brincadeira baseada num tema tradicional da música espanhola, Spanish Romance, que virou essa faixa do Shade,"eu fiz minha primeira música tecno(...)não é apenas como quero me manter jovem, é simpática a maneira que é criada.". Não tem jeito,essa música soa Ibiza anos 90 quando o Mike ficava se divertindo na Pacha até se acabar,música datada demais em sua sonoridade. Guitarra okay,nada de mais,mas som datado não ficou legal...tecno não Mike,mas Ibiza sound.Nem em Tubular Bells III ele fez isso.Me lembrei da música The Millennum Bell,toda dance...hehehehe.Valeu a tentativa...ficou engraçado um cara de 52 anos fazendo esse tipo de som,sorry Mike,mas pisou na bola pela música ser datada!!!


Ringscape
Quem ainda acha que o Mike Oldfield não lê os comentários dos fãs na internet em sites como o Tubular.net pode esquecer,pq essa música deixa bem claro o contrário.Lembram daquele CD que os fãs criaram na época que saiu o CD Tres Lunas e o jogo de mesmo nome do Music VR,que tinha uma música altamente elogiada,a Snow Cavern Flight? Bem,Ringscape é ela mesma, numa versão melhorada,com o peso do orgão e com novos elementos que deixaram a música mais charmosa. Mais uma vez,o Mike Oldfield guitarrista manda mto bem,num trabalho que já na versão do jogo agradou a muitos fãs,eu inclusive. Quando o Mike comentou que tinha trabalhado nela para o L+S,fiquei beeem curiosa e o resultado foi melhorar mais a música...mas sabem bem como é...a original marcou mto e somos mais chatos com a nova versão,he he he. Nada mal,e o Mike fez justiça ao colocar no Shade e dar uma quebrada no ritmo alucinado que é da faixa 1 a 6 do CD. Idéia velha,mas e dai,funciona,isso que vale !

Nightshade
Foi amor a primeira ouvida.A versão que ouvi primeiro foi a da promo alemã, que é mais dançante,bem espírito de baladas de Ibiza,mas não aquela coisa descartável e que nem remete a época do Tubular Bells III. O que me agradou de cara foi a melodia que gruda, o mix do violão flamenco com o som eletrônico,mais o delicioso solo de guitarra que o Mike faz,daqueles poderosos que fazia um bom tempo que não fazia.A contribuição do Christopher Von Deylen(Schiller) veio bem a calhar,e a faixa se encaixa bem na proposta do Mike Oldfield mais eletrônico sem deixar ele mesmo. A versão que parou no disco é mais curta e mais lenta,mais trance,tem o Vocaloid cantando "in the nightshade" várias vezes,coisa que não tem na versão da promo alemã.Aqui tá mais claro a influência do Christopher,com uma batida bem típica do trance, e infelizmente,as guitarras do Mike não brilham como na primeira versão que ouvi. Eu simplesmente AMO Nightshade,não me canso de ouvir,fazia tempo que o Mike não fazia uma música tão boa e gostosa de ouvir,e espero mto que ele entrando em turnê do Light + Shade coloque essa música no setlist,pq ao vivo,vai ser um estrago que só,eu tenho certeza.


O CD Shade como um todo:

Eu botei todas as minhas esperanças e ansiedades justo nesse CD,depois de ter lido que as músicas mais dark e emotivas estariam aqui,e senti que o Light seria beeem previsível seguindo a linha Tres Lunas.Não via a hora de ouvir o CD,e tava cheia de ouvir as amostras vindas do Light e nada do Shade...queria mto ver o resultado e o que passou na cabeça do Mike em termos das influências que assimilou para compor o novo trabalho.

O que eu queria que o Mike Oldfield fizesse no novo trabalho, em flertar com a vertente trance da música eletrônica aconteceu, visto que pelo fato do som do Mike ser bem atmosférico e com melodia, na hora de ficar mais pancadão eletrônico, cairia bem para ele e tem mto a ver com o que ele já fez no passado. Se o público achou Tubular Bells III eletrônico demais,eu diria que o Shade é bem mais,mas num mix que não esqueceu do Mike Oldfield guitarrista de mão cheia, com solos emocionais e fortes,marcantes e poderosos. Diria que músicas como Quicksilver, Resolution, Tears of an Angel e Nightshade trazem idéias interessantes caso no próximo disco o Mike queira manter a linha mais eletrônica ao seu modo. Aqui os vocalistas virtuais fazem o seu trabalho,soando como a nova versão do Vocoder que deu um toque futurista em discos anteriores do Mike como QE2 e Five Miles Out,só que são gerados por um programa de computador,não pela voz humana processada num sintetizador,no começo é estranho a idéia,mas logo vc acostuma,mas nada que seja o fim da picada. As tais melodias simples estão ai,como ele tinha comentado,mas não são meramente simples na hora da instrumentação,por mais que seja virtual e as guitarras/baixo/violão não foram esquecidas,estão todos ali. O Shade vicia,me faz dançar em músicas como Nightshade e Quicksilver,que numa pista de dança em versões remix dariam a chance de sair do lugar comum por serem diferentes do que vc ouve por ai.Fazia tempo que o Mike Oldfield não me contagiava com músicas deliciosas de ouvir e mto bem feitas,com emoção e com uma energia incrível. Para quem tá acostumado com o Mike dos anos 70...bem...sem mente aberta para o novo não se consegue ouvir o Shade...que discão,remota ao efeito Secrets/Far Above The Clouds aqui em temos de poder musical.

Sou SHADEVICIADA !

:: por Tatiana Porto 12:41 AM [+] ::


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