:: Mike Oldfield Brasil - 3 Anos Tubulares com vcs ! ::

A primeira e a sua fonte de informação em português sobre o trabalho do Mike Oldfield,o multi instrumentista inglês criador do Tubular Bells,a famosa música do filme O Exorcista...

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Aumente o som do seu computador,aperte o play e ouça Surfing, o novo single do Mike Oldfield, gentilmente cedido por Universal Music Espanha e graças a uma montagem de Santi Ruiz. Por motivos legais, só podemos colocar 90 segundos da música.

 
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Tatiana Porto
24 anos
Sampa - SP, Brasil
estudante de química
admiradora do trabalho do Mike Oldfield desde 2001
webmaster do Mike Oldfield Brasil há quase 3 anos (desde 02/09/2002)
fã de rock progressivo, eletrônico, 80's
frase preferida:

"I'd like to see more variety, honesty, creativity, uniqueness, not everybody just following each other like sheep." - Mike Oldfield

(tradução: Eu gostaria de ver mais variedade, honestidade, criatividade, algo único, não todo mundo apenas seguindo os outros como ovelhas.)

MSN - tubularblog at hotmail dot com

:: Domingo, Outubro 30, 2005 ::

Outra entrevista do Mike Oldfield recente!

Saiu na sexta passada na capa do suplemento de final de semana do jornal espanhol Faro de Vigo uma entrevista curta com o Mike Oldfield comentando sobre o disco novo,e aproveito para postar ela traduzida para vcs:


"Eu sou a orquestra de um homem só" - por Rafa López,suplemento VISADO, El Faro de Vigo(Espanha), 28/10/05


Pegando o nome do novo disco, Light + Shade, pode-se dizer que a carreira do Mike Oldfield nos últimos anos anda mais no escuro do que na claridade. Os seus insistentes lançamentos de sequências de Tubular Bells, seu casamento de conveniência com o chill out e seu afastamento dos palcos o colocou em escanteio, embora ele ainda mantém uma notável leigão de fãs com uma fé inabalável a respeito da sua genialidade como compositor.


Ele nunca gostou do rótulo chill out, tão característico de Ibiza, onde ele vive de tempos em tempos(nota MOB - esqueceram de avisar que ele não mora mais lá há séculos...); e quando o lembram como sua música é considerada um precedente neste gênero, ele diz ironicamente, "Richard Branson vendeu 'Tubular Bells' para uma gravadora para fazer dinheiro ao invés de tocar em supermercados e aeroportos, mas foi um acidente - ele brinca - tem algumas partes que podem ser descritas como chill out, mas algumas outras são hard rock, música celta e sons distorcidos."


Ele mantém que, assim como existem revistas especializadas e programas de TV nós escolhemos músicas para nos entreter ou relaxar. "Light + Shade pode não ter sido o álbum certo nos anos 70 - ele admite - mas é para hoje. Ele representa 2 dos vários humores possíveis."

Graças aos computadores, Mike Oldfield pode fazer sem ter várias pessoas trabalhando no estúdio: técnicos, produtores, músicos de estúdio, engenheiros..."É interessante para mim - Oldfield realça - Eu sou a banda de um homem só."


"Os fãs de Tubular Bells já não estão mais aqui!"
Mike Oldfield tem memórias agradáveis de sua colaboração com Luar na Nubre. "Eles são grandes músicos - ele afirma - Eu sempre gostei de música celta, sou meio irlandês(nota MOB - a mãe dele era irlandesa). Tem músicas em Light + Shade com uma grande orquestra de gaitas de fole. Eu amo aquele som."

-Como vc recomenda ouvir sua música?
-Este álbum é muito ambient: vc pode ouvir com fones de ouvido, num sistema hi-fi ou num pequeno, deixando a música de fundo. Foi criado com essa finalidade.

-Todas as músicas são instrumentais. E desde "Moonlight Shadow", cantado por Maggie Reilly, suas músicas não alcançaram as paradas de sucesso. Não é difícil conseguir um hit com um álbum instrumental?
-Sim,é muito difícil. Entretanto, eu não componho música para atingir as paradas mas para satisfação própria.Eu sou sortudo que minha música é popular e me proporciona uma boa vida, mas isso é secundário.


- Vc ainda tem pânico na frente do palco?
- É muito estressante. Eu digo concertos como aquele para o milênio em Berlin. O tempo que passo no palco é maravilhoso, é a preparação que me deixa estressado. Eu espero trabalhar com algum tipo de organização que tome conta da preparação.


- Os novos fãs estão chegando?
- Minha experiência é que os fãs de Tubular Bells já se foram desde muito tempo atrás e que agora tem novos fãs chegando.


Alguns pontos curiosos comentados:

a) Ele deixa nas entrelinhas qual é o problema de tocar ao vivo, que é a parte de organizar o show em si;

b) Com o novo som, os fãs das antigas se afastaram e novos fãs estão chegando. Por um lado é bom que torna a música dele mais conhecida, mas mostra a visão limitada dos fãs das antigas que acham que ele só é ótimo fazendo trabalhos como no passado(TB/Hergest Ridge/Ommadawn/Incantations/Amarok);

c)Casamento de conveniência com o chill out? Primeiro foi em Tres Lunas, e agora no CD Light do Light + Shade.
Será realmente isso, que ele esteja nessa pq tá na moda? Sei não...se fosse assim,o CD Shade não teria sido composto, e é o oposto do Light.

O scan desta entrevista em versão grande está nesta página aqui - Taurus IV Blog!

:: por Tatiana Porto 12:51 PM [+] ::


:: Terça-feira, Outubro 25, 2005 ::

Mais um trecho da entrevista do Light + Shade da Universal Alemanha liberada!

Conforme já comentado anteriormente,além da entrevista de 26 minutos em áudio/vídeo, o vídeo original tem mais 10 minutos de duração, trazendo o Mike mostrando um pouco da sua casa,das coisas que faz e tal. O pessoal do Oldfield.de liberou um trecho de 4:43 minutos dessa parte extra,e vcs poderão baixar em duas qualidades e tamanhos diferentes, de acordo com a sua conexão:

Entrevista do Mike Oldfield - Light + Shade , arquivo de 111MB(conexões super rápidas)
Entrevista do Mike Oldfield - Light + Shade , arquivo de 39MB(conexões lentas)

:: por Tatiana Porto 9:06 PM [+] ::


:: Sexta-feira, Outubro 21, 2005 ::

Finalmente...a entrevista do Mike Oldfield com Christopher von Deylen(Schiller) traduzida!

Conforme prometido,cá está a entrevista dos 2, que gentilmente minha professora de alemão(Danke, Val!) traduziu para mim, e trás um pouco de como pintou a parceria, método de trabalho, entre outras coisas bacanas. Vamos a ela então!


Aqui se encontraram duas pessoas - Por Stephanie von Neuhoff, Das Journal, 03/09/2005


Mike Oldfield não gosta de entrevistas e nunca deixa outros músicos entrarem em seu estúdio. Ele fez uma exceção para o músico de timbres da banda alemã Schiller, Christopher von Deylen. Juntos eles gravaram duas músicas. "Das Journal" encontrou-os no estúdio de Oldfield.


Dois cavalos pastavam diante da casa. Tijolos vermelhos, janelas de madeira branca, uma pequena sacada. Nada de uma construção glamurosa ou de uma mansão nobre como se esperaria de uma estrela como Oldfield. Ao lado de uma garagem cheia de motos está o estúdio. A porta de madeira branca está aberta, Oldfield vem até nós de jeans e uma camisa pólo de manga comprida. Quem apenas o conhece a partir do vislumbre de fotos não teria o reconhecido. O homem que escreveu história com "Tubular Bells" em 1973 é pequeno e parece tímido. Ele é considerado ainda hoje o álbum instrumental mais bem sucedido do mundo, vendeu até hoje mais do que 16 milhões de cópias, e ele próprio tocou mais do que 25 instrumentos nele. Há cinco anos a sua última grande apresentação ao vivo atraiu mais de 500 000 pessoas ao Portão de Brandenburgo na virada do milênio: 2000 anos de história em forma de um show espetacular.

Ele nos conduz a um quarto a meia-luz, passando por um Piano Steinway de 1928. Lá estão dois computador e duas enormes telas. Nas paredes estão penduradas as guitarras, fora isso o quarto parece vazio.

Onde estão os seus outros instrumentos?
Mike Oldfield:"Eu me desfiz deles há um ano. Eu não preciso mais deles. Hoje em dia, pode-se fazer quase tudo com o computador."
E o que você está fazendo agora?
"Eu acabo de finalizar um novo álbum e agora estou me entediando terrivelmente. É sempre assim, primeiro eu fico deprimido, depois vem um tédio terrível."
O novo álbum de Oldfield chama-se "Light and Shade", o novo cd de Schiller, "Tag und Nacht" (dia e noite).Teriam eles combinado?
"Não, uma bela coincidência. Eu sequer escolhi o título", afirma Oldfield, "mas ele é ótimo, pois espelha dois lados da minha personalidade."

Mike Oldfield tem 52 anos e Christopher von Deylen 34. A diferença de idade faz diferença no trabalho conjunto?
"O que é o tempo? Quando jovem, eu era mais velho do que hoje", diz Oldfield. Ele fala baixo. Os anos deixaram marcas em seu rosto, penso eu. Mas lá está o brilho em seus olhos, essa força infantil que sempre se reinicia. A mesma força que von Deylen demonstra em seu mundo de timbres.

Von Deylen só tinha três anos e brincava em caixas de areia em casa em Visselövde, quando Oldfield gravava e mixava sozinho 25 instrumentos em seu estúdio para "Tubular Bells". Uma composição inalcançável para qualquer outro músico. É algum tom mesmo com o temor que a figura de Oldfield pode produzir?
Von Deylen ri: "É verdade que eu estava ansioso quando toquei as minhas músicas para o Mike, mas, afinal, devemos sempre começar do zero com cada música. Mesmo os maiores sucessos não podem nos ajudar em uma situação dessas, muito pelo contrário, eles podem até atrapalhar."

O berlinense não sente vergonha pela grandeza de seu nome. O baterista do Pink Floyd Gary Wallis senta-se na bateria com ele. Sarah Brightman cantou em seu último cd. Moya Brennan da banda de sucesso Clannad presenteia o novo álbum, que será lançado no final de outubro, com a sua voz mítica, e Thomas D do Fantastischen Vier conduz um rap inconfundível. Por que eles participam em tudo agora?

Talvez seja o jeito tímido, mas descompromissado do músico. Von Deylen é alguém que não se deixa ser comandado pela gravadora, o que é aparentemente bom para o mercado. Isso o une com Oldfield. Ele não quer ser o superstar que é endeusado por todos. Ele procura caminhos novos e incomuns.Para o álbum "Weltreise" (viagem ao redor do mundo), ele viajou com o seu pai de Londres até Pequim, 16 000 quilometros em um velho Daimler britânico, coletou sons, vozes, inspirações. Seus experimentos inconvencionais com sons escandalizaram a cena musical e abalaram as listas dos maiores hits.
O que pensou Oldfield quando ele o ouviu pela primeira vez?
"Um amigo me mandou da Alemanha um cd do Schiller. Eu logo senti que falávamos a mesma língua. A música de Christopher tem uma força que toca o âmago. Isso é raro."



Então vocês simplesmente trabalharam juntos?
"Sim, eu queria fazer um riff realmente bom para ele. Então eu gravei alguns takes e logo lhe enviei, sem haverem sido trabalhados. O jovem é um profissional, ele saberá o que fazer com eles, pensei eu. O trabalho final foi maravilhoso...".
"E incomum", completou von Deylen. "Mike escolheu um riff e eu o dividi em tons únicos e disponibilizei no meu servidor."
Oldfield baixou a música ainda incompleta do Schiller em seu computador e mandou um e-mail: "Recebi. Eu faço no final-de-semana".
Na segunda-feira, von Deylen recebeu a resposta. A inconfundível música de Oldfield gravada com uma guitarra Stratocaster. Von Deylen trabalhou nela no final-de-semana e a enviou de volta como MP3. Oldfield ficou impressionado e convidou o rebelde dos timbres para participar em uma música de seu novo álbum.

Agora os dois estão sentados e falam, ao pé da letra, sobre Deus e o mundo, seus medos, sonhos, esperanças e novos projetos. Não se nota que um é uma estrela mundial e que o outro, apesar de dois discos de ouro, ainda está no início da carreira. Aqui encontraram-se duas pessoas que têm as mesmas visões musicais e desejam continuar trabalhando juntos.
"Eu penso em um experimento de timbres com tons completamente novos. Por que nós deveríamos nos ater aos tons pré-concebidos? Existe um novo software, com o qual nós estamos trabalhando em uma música pela internet," explica Oldfield. Von Deylen acha isso interessante.

O fato de isso ocorrer apenas com esforço e de colocar os hábitos musicais a prova não incomoda nenhum dos dois. Eles alegram-se como dois colegiais que aprontam uma. Eles não estão interessados em produzir um grande hit. Eles cruzam o universo como um satélite que envia, sem parar, sinais musicais das profundezas da sua consciência musical. Alguns são receptados, outros só serão decodificados daqui a centenas de anos.

"Quando eu faço música,", diz Mike Oldfield pensativo, "eu sinto uma monstruosa força criativa. Algo está aqui, chame de Deus ou do que quiser. Um anjo, um demônio ou ambos. Estar ligado ao universo é um sentimento maravilhoso. Esses momentos são raros, através da música eu recebo uma resposta de algo que eu não consigo captar com a razão. Antigamente isso me assustava, eu tinha ataques de pânico, me sentia pequeno e insignificante."

Há um tempo no qual ambos gostariam de viver, se tivessem a capacidade de viajar através dos séculos?
"O futuro", dizem eles quase que ao mesmo tempo, e Oldfield completa: "Milhões e milhões de anos no futuro. Imaginem! Nós não precisaríamos mais de computador e poderíamos nos comunicar através de nosso cérebro através de uma rede global. Seria maravilhoso."

Mas a difícil e desconfortável vida dos negócios musicais pertence aos dias de hoje. Como pode se superar isso sem maiores danos?
Oldfield limpa a garganta e diz com uma veemência que nos atrai. "Não confie em ninguém."
Von Deylen concorda. E musicalmente falando? Qual é o conselho do velho mestre?
"Musicalmente eu não posso ensinar nada para Christopher. Ele deve seguir o seu próprio caminho. Eu posso, no máximo, explicar como os negócios funcionam. Eu levei muitos anos para entender isso. Mas o ramo da música mudou muito, não? Sim. Se eu tivesse 19 anos hoje e fosse até uma gravadora com as minhas demo-tapes eles teriam me chutado."

Ele ainda tem medo de algo hoje em dia? O estado do mundo o aflige? A destruição do meio-ambiente? Terrorismo?
"Eu deveria fazer uma lista?", pergunta ele com algum cinismo. "Eu sofri muitos medos e ataques de pânico. 20 anos de terapia ajudaram... Talvez os meus terapeutas estejam fazendo um tratamento agora. Não, sinceramente, eu fico feliz quando eu componho, quando ando com os meus cachorros pela floresta e estou com os meus cavalos.."

Ele busca as suas botas de borracha e anda conosco pelo jardim. No corredor há uma carta de Tony Blair pendurada entre dois discos de ouro. O primeiro ministro agradece por Tubular Bells, "o meu álbum favorito", acrescentou o político com o próprio punho à carta digitada. No quadro de avisos estavam dois fax dos filhos de Oldfield: "Para o melhor pai do mundo ! ".


Ah...um recado importante...ia me esquecendo:
...hj faz 30 anos do lançamento do Ommadawn, um clássico obigatório para a maior parte dos fãs do Mike Oldfield !!!!!

:: por Tatiana Porto 11:34 PM [+] ::


:: Terça-feira, Outubro 18, 2005 ::

Light + Shade: A Entrevista : Mais Novidades !
(atualizado dia 19/10)

Agora sim, cada uma das partes da entrevista do Mike Oldfield sobre o L+S comentadas no post anterior já se encontram no página do Mike Oldfield no site da Universal Alemanha e para poder conferir em Real Video,é só clicar nas palavras em vermelho e assitir numa boa(audio em inglês).

Como tinha falado anteriormente, a entrevista completa em áudio tem duração de 26 minutos e agora sabe-se que a de vídeo tem 36 minutos, divididos em três partese conta com a entrevista do áudio, mais o Mike Oldfield dando um tour pela casa dele(aquela mesma que aparece no DVD Millennum Bell). Esse vídeo foi gravado em DVD e enviado pela Universal Alemanha para o webmaster do Oldfield.de e que logo logo poderemos ver na íntegra...só os 5 minutos da entrevista disponíveis já me deixaram com água na boca !

:: por Tatiana Porto 11:35 PM [+] ::


:: Segunda-feira, Outubro 17, 2005 ::

Novidades! Novidades!

1.Light + Shade: Entrevista

O pessoal da Universal Germany enviou ao webmaster do site Oldfield.de um CD contendo uma entrevista de 26 minutos feita com o Mike Oldfield(em inglês), falando sobre Light + Shade, sendo dividida em 13 partes:

1. Inspiration(Inspiração que motivou L + S)
2. Music(Música)
3. Favorite Song(Música Preferida)
4. Surfing(o single)
5.Germany(sobre a relação do Mike com a Alemanha - vale lembrar que nos anos 80 foi o maior mercado dele)
6. Schiller(como ele conheceu o trabalho deles)
7. Working Together(a respeito de trabalhar com o Christopher von Deylen)
8. Downloading(sobre baixar músicas na rede)
9. Awards(Prêmios)
10.Playing Live(Tocando ao vivo)
11.Hobbies(é,vai falar das motos,hehe)
12. Strange Experiences( Experiências Estranhas)
13.Light + Shade (resumo)

A transcrição de algumas dessas faixas encontram-se em espanhol no blog A Man and His Music em na íntegra em alemão nos arquivos de texto(Word e Notepad) que vem no combo junto com a entrevista na íntegra que vc pode baixar aqui neste link(meios de comunicação em geral interessados, podem baixar sem problemas para realização de matérias e afins). Essa mesma entrevista foi gravada em vídeo, e mto em breve estará na rede no www.mikeoldfield.de uma amostra de 5 minutos e claro,o vídeo na íntegra. Pelo que já ouvi, tem muita coisa interessante e legal. Qdo tiver um tempo, trago ela traduzida para o português aqui pro blog.


2.Exposed - Algumas Cenas...

Só para atiçar a vontade...alguns screenshots do DVD, tb cortesia do site Oldfield.de:

a)Alguns momentos


b)3 ângulos na versão PiP(Picture In Picture):


:: por Tatiana Porto 11:58 PM [+] ::


:: Quinta-feira, Outubro 13, 2005 ::

DVD Exposed - Mais Novidades !


Então, o DVD duplo com a primeira turnê do Mike Oldfield está saindo dia 21/10 na Europa(e vou batalhar para que saia rápido por aqui como aconteceu com o DVD Elements, 2 meses depois do lançamento lá fora). O que se sabe até o momento são os seguintes aspectos:

- o show tem 110 minutos de duração;

- 4 opções de pontos de vista a escolher para poder conferir o show ;

- som não terá opção em 5.1(o que é uma pena!);

- parece que poderemos confeir os 4 pontos de vista na mesma tela(aquele efeito Picture in Picture que algumas TVs têm);

- foi gravado no Wembley Conference Centre;

- conteúdo de cada DVD:

DVD 1 -
Introduction
Incantations Part 1 & 2
Incantations Part 3 & 4
Intermission

DVD 2 -
Tubular Bells Part 1
Guilty
Tubular Bells Part 2
Encore

Vamos aguardar se sai por aqui esse fantástico DVD memorável da primeira turnê do Mike Oldfield !

:: por Tatiana Porto 7:13 PM [+] ::


:: Domingo, Outubro 09, 2005 ::

Rapidinhas:

1. Será...turnê do Mike Oldfield em 2006 ?

Segundo uma entrevista que o Mike deu a um jornal húngaro que saiu no último dia 4/10 e traduzida no Tubular.net, comenta-se a possibilidade do Mike fazer shows na Europa no ano que vem, mas não se sabe quando e nem tem datas definidas, contrariando algumas fontes que diziam que não ia rolar turnê para promover o Light + Shade. Vale lembrar que no caso do Mike o que mais pesa é a parte dele estar a fim de entrar em turnê + parte financeira(vale lembrar que a primeira turnê do Mike em 1979 quase o levou à falência!).



Vamos ver o desenrolar das coisas dessa notícia, esperamos que role mesmo turnê do Mike Oldfield ano que vem, depois da última que foi em 99(Then and Now), e quem sabe, tentar trazer ele para o Brasil para tocar, eu mesma tô rezando mto mto mto mto...se der pra ir para fora para ver, seria ótimo, e ele vindo para cá, perfeito :)


2. Um show antigo do Robert Wyatt que contou com a participação de vários músicos conhecidos dele, incluindo o Mike Oldfield(que tocou guitarra), será finalmente lançado oficialmente em CD. Esse show foi gravado no Theatre Royal Drury Lane em Londres em 1974. Curioso é o poster desse show, todos em cadeiras de rodas, assim como o próprio Robert Wyatt, que sofreu um acidente um ano antes deste show (ele ia tocar bateria na premiere do Tubular Bells no Queen Elizabeth Hall em junho daquele ano), e infelizmente ficou paralítico:



Além do Mike, outras figuras conhecidas tb tocaram, como Nick Mason(Pink Floyd) e Fred Firth(do Henry Cow e que tocou guitarra na performance de TB Part I no Sencond House em 74). Mais informações a respeito do disco estão aqui no site da gravadora e dá para comprar na Amazon.co.uk e Amazon.com !

:: por Tatiana Porto 11:07 PM [+] ::


:: Sábado, Outubro 08, 2005 ::

Finalmente...30 segundos de Morgentau!



Agora vc poderá conferir 30 segundos de Morgentau,a música do Schiller(leia-se Christopher von Deylen) que conta com as guitarras do Mike Oldfield, assim como o restante do novo disco do Schiller(Tag und Nacht)neste site aqui !

Além disso, aqui neste link do site Oldfield.de vc poderá baixar a propaganda do L + S que tá passando na TV alemã para conferir no seu computador!

E vem mto mais por ai...é só aguardar !

:: por Tatiana Porto 10:54 AM [+] ::


:: Quinta-feira, Outubro 06, 2005 ::

Light + Shade por ai...que temos de novo?

1.Single Surfing:
Acreditava-se que o single não existia de verdade, visto que não foi colocado à venda na Espanha ou outro país da Europa, até que um fã espanhol do Mike conseguiu comprar no E-Bay e postou essa foto e essa outra foto aqui. Por mais que o single marque o tempo de duração da versão do CD, na verdade, a duração é de 3 minutos, da versão editada que anda tocando nas rádios européias.

2. Mais uma música inédita além de Près de Toi e Lakme?
Numa promoção num site alemão que vai dar vários prêmios a quem participar(camisetas e isqueiros do L + S, tocadores de MP3 autografados pelo próprio Mike), um Mike Oldfield bem simpático comenta neste vídeo presente no tal site para download(e fotos abaixo):


que exisite uma música inédita chamada Cook's Theme. Lembrando que Resolution foi inspirada no Capitão James Cook, pode ser que essa música inédita seja uma demo de Resolution...como a música está disponível para aqueles que fizerem o download do L + S em versão mp3 no site da promoção, ainda não sabe do que se trata, mas vazando uma cópia, logo comento por aqui.


3.Lakme e Près de Toi, as faixas bônus da edição inglesa - mais informações !
Lakme(presente no CD Shade) é uma versão da ópera de mesmo nome composta por Delibes,e por sinal andou sendo apresentada em São Paulo recentemente no Teatro Municipal. E Près de Toi(Perto de Você,em francês e presente no CD Light) é o tal hino que o Mike se inspirou para compor Closer e ouviu no memorial da I Guerra Mundial na França, e apresenta gaitas de fole sintetizadas.


4.Light + Shade na versão inglesa...eu comprei e conferi algumas coisas...
Meu L + S inglês com as 2 faixas bônus chegou ontem, direto da Amazon.co.uk. Mas vale lembrar que, saindo a edição brasileira, eu vou comprar tb, sim senhor !!!
O que notei foi que Nightshade na versão inglesa tem 5:11 minutos, e é a versão que vc ouve MikeOldfield.de e até chegar na bônus Lakme, passa 30 segundos em silêncio total. Agora o que aconteceu com a versão de Nightshade que parou na promo alemã e que consta do site oficial do Light + Shade como se fosse a oficial do disco? Veremos no que vai dar!

5. Na sua primeira semana de vendas na Espanha, o Light + Shade conseguiu estar na 9ª posição dos discos mais vendidos do país. Nada mal para um disco que saiu quase sem promoção!

:: por Tatiana Porto 8:01 PM [+] ::


:: Segunda-feira, Outubro 03, 2005 ::

Light + Shade no Brasil...a novela continua...

Recebi hoje um email da Universal Brasil confirmando isso novamente...eles não tem planos de lançar o novo CD do Mike Oldfield por aqui no presente momento. Então, temos a...

CAMPANHA MIKE OLDFIELD BRASIL 2005 -
OS FÃS BRASILEIROS DO MIKE OLDFIELD QUEREM VER O LIGHT + SHADE SAIR NO BRASIL O MAIS BREVE POSSÍVEL !!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Não vou sossegar até ver o Light + Shade sair aqui, não importa se será uma tiragem de 500 ou 1000 cópias iniciais....minha cara tá igual a do Mike Oldfield nessa foto do encarte do L + S e vai mudar qdo o disco sair aqui e abrir aquele sorriso de felicidade:



Já mandei vários emails endereçados a eles comentando a respeito do assunto, que tem mercado e tal(aquele grupo Era é artista Universal, vende bem aqui e tem muito fã do Mike que curte sons assim, sem contar que o Mike no Brasil é considerado new age), nem todos os fãs poderão pagar pela versão importada por ser muito cara e que sem sair aqui, vai ser a festa dos piratas(alguns se dizem fãs do Mike e no meu ponto de vista são uns mercenários) que venderão cópias do L + S em lojas como se fosse o original ou pela rede mesmo aproveitando-se da carência dos fãs ansiosos pra ter o CD...ou venderão o importado por 80, 100 reais numa boa, num preço que quase ninguém tem condições de pagar em sua grande maioria. Penso em todos os fãs, inclusive em mim mesma nessas horas.

:: por Tatiana Porto 10:47 PM [+] ::


Instrumentação do Light + Shade!

Para quem tá curioso, eis a relação de instrumentos e outros aparatos que o Mike Oldfield usou para dar vida às composições do L + S.

Guitarras:
Fender Strat (pink) 1963 - a Strat vermelhinha, usada muito no Light nas partes de guitarra
Paul Reed Smith Signature 1990 - aquela que aparece na premiere do TB II e que tinha uma micro-câmera instalada. Só dá ela nos solos do Shade.
Ramirez Classical 1974 - para os sons de violão que permeiam algumas canções
Fender Precision 1964 - o baixo que ele usou no Tubular Bells na performance para o programa Second House e aparece no DVD Elements

Piano:
Steinway Grand 1928 - aparece no DVD Millennum Bell

Teclados:
Roland and Yamaha(vários, ele não especificou quais modelos)

Computadores e Software de Estúdio Virtual:
Mac G5 (Logic 7)
Windows XP Pro with FL Studio

Software Plugins:

Glaresoft: IDrum
Linplug: Albino 2
Native Instruments: Absynth 3 / Altered States / FM7 / Morphology / Reaktor / Sounds of Polynesia / Wired
REFX: Vanguard
Spectrasonics: Atmosphere / Stylus RMX
Steinberg: Groove Agent / Hypersonic / Kantos / Slayer / XPhrase
Software dos Vocalistas Virtuais: Vocaloid e Cantor

:: por Tatiana Porto 10:46 PM [+] ::


:: Domingo, Outubro 02, 2005 ::

Entrevista do Mike Oldfield para um jornal espanhol !

Ontem saiu uma entrevista muito interessante feita com o Mike Oldfield, para o jornal La Voz de Galícia, e passei o dia de ontem traduzindo para vcs para poderem ler aqui no blog. Então,vamos ao que interessa,não é? Cá está a entrevista na íntegra:

"Eu não sei se irei criar algo musicalmente incrível nos próximos anos."



O músico inglês introduz seu álbum Light + Shade.
Um garoto solitário imberbe. Um apê em Totenham. Alguns equipamentos emprestados. Também uma guitarra. O instrumento tinha 6 cordas, e o garoto tinha 16. Mike Oldfield (Reading, Inglaterra, 1953) criava um disco eterno, um dauqeles raros objetos que a NASA mandaria ao espaço, na procura de uma irmandade universal para fazer extraterrestres conhececerem do que se trata. O resultado daquele confinamento foi Tubular Bells: 16 milhões de cópias vendidos pelo mundo. Depois de 25(nota MOB - correto são 32) anos de carreira e 22 discos próprios, este visionário da música eletrônica introduz Light + Shade, um disco duplo que reflete dois lados desse gênio multifacetado. Relaxado e sombrio. Luz e Escuridão.

Quico Balay: Vc contou com novos equipamentos para gravar este álbum, um computador e o software desenvolvido no FL Studio. Qual a diferença a respeito do equipamento que vc usou na gravação de Tubular Bells?

Mike Oldfield: Eu trabalhava mto com gravadores de pistas. Agora nós fazemos a mesma coisa mas com novas tecnologias, então o processo de gravação variou um pouco. Como exemplo, os novos mixers fazem tudo ficar mais fácil. Desculpa, eu estou gripado e com problemas na minha garganta, este é o motivo por falar tão baixo. Aproveitando, vc é da Galícia (nota MOB - região da Espanha)?

QB: Sim, como Luar na Lubre.

MO: Agora eles tem uma nova cantora, não?

QB: Sim, Rosa Cedrón saiu e a vocalista é Sara Vidal. Fale do seu primeiro encontro com o grupo.

MO: Eu estava viajando...qual o nome da cidade? Sim, eu estava em Santiago e meu promotor conseguiu um encontro com a banda num clube, onde eles fizeram um pequeno show especial. Na verdade, o Luar na Lubre estava tocando para que eu os ouvisse e conhecesse.

QB: Porque vc decidiu regravar O Son do Ar(nota MOB - The Song of the Sun, que está no Voyager)?

MO: Porque era a música que eles estavam promovendo.

QB: Como foram os shows para promover o TBIII?

MO: Nós tocamos juntos durante a turnê de 1999 e posso dizer que eles são pessoas ótimas.

QB: L+S reflete ambos os seus lados: o radiante e escuro?

MO: Bem, eu acredito que tenho mais lados, mas estes são dois deles.

QB: Este álbum deveria ser ouvido dependendo do humor do ouvinte?

MO: Sim, algo assim.

QB: Vc compões músicas qdo está sonhando? Vc já acordou dizendo a si mesmo que tinha a melodia?

MO: Sim, algumas vezes. Já aconteceu comigo,mas não tão freqüente,quatro ou cinco vezes na minha vida.

QB: Quais são os inimigos da inspiração? E o que elas temem?

(MO mantém o silêncio por alguns longos segundos e responde como se tivesse falando com ele mesmo)
Boa pergunta. Ninguém nunca me perguntou antes. Se alguma coisa terrível aconteceu, isso pode afetar a inspiração, mas algumas vezes qdo algo ruim acontece, pode encorajá-la. Algumas coisas podem parar de vc sentir vontade de compor música, mas elas não freiam a inspiração. Como exemplo, se estou com raiva ou doente, não sinto vontade de compor, mas isso não significa que a inspiração desapareceu. Humm, boa pergunta, eu não sei...

QB: Quando vc percebe que uma música não é boa?

MO: Eu tenho um instinto que me faz saber, mas me levou mtos anos para chegar nesta conclusão. É uma questão de experiência. Algumas vezes, Eu tenho idéias na minha mente. Elas podem ser muito simples, mas depois eu sei que elas podem se tornar boas canções ao desenvolvê-las.


QB: Porque escolheu primeiro o título de uma das músicas, Quicksilver, como título do disco?

MO: Eu gostei daquele título. Eu tinha pensado em um título como Breakfast in Bed, mas depois eu preferi Quicksilver. E finalmente, eu chamei de Light + Shade.

QB: Vc está atualmente trabalhando com realidade virtual. Vc acha que foi um visionário? Vc avançou a realidade do seu tempo?

MO: Eu gostaria de pensar que sim. Quando eu faço algo novo e especial, eu fico excitado. A melhor coisa do mundo é sentir que eu estou criando algo que ninguém jamais fez.

QB: Poderia explicar o que o seu trabalho em realidade virtual estava baseado?

MO: Eu trabalhei ao longo desses anos, mas eu tive que dar uma pausa e focar na criação e gravação do meu novo álbum. Além disso, eu nunca parei de remixar meus discos anteriores. É algo que nunca termina.

QB: Onde fica a fonte misteriosa da sua música?

MO: Talvez não em um lugar particular. Minha mente é conectada a alguma espiritualidade e energia presente em todos os lugares. Esse lugar é o mundo.

QB:O que vc normalmente pensa quando vai para cama à noite?

MO:(silêncio)

QB:Vc pensa no dia que terminou, no amanhã, vc compila o que aconteceu com vc nas últimas horas passadas?

MO: Não, só quero dormir. Eu normalmente leio um pouco antes de fechar os olhos e deixar minha mente viajar.

QB:Quais são as diferenças entre este álbum e o anterior? O que tem de novo para o público em L+S ?

MO: Este álbum é mais funcional. É mais extraterreno do que o anterior. Para vc entrar no espírito, vc não precisa sentar e ouvir. Vc aperta o play e fazer outras coisas. Tecnincamente, existe uma grande diferença em respeito ao anterior, que foi um álbum mais intenso. Esse é mais chillout.

QB: Vc assinou um contrato de 3 álbuns com a Mercury(Universal), sua gravadora atual. O que isso implicou? Teve alguma mudança em como vc trabalha?

MO: Eu conhecia todos que trabalhavam na Virgin. Agora a gravadora é em Londres, longe de onde moro. A diferença é que eu tinha amigos na gravadora e agora não pq acabei de entrar. Quando eu trabalhei com a Warner, a mesma coisa aconteceu no começo. Vc conhece pessoas, e depois de 3,4 anos na gravadora as pessoas mudam, algumas chegam, outras vão pq são lugares que existe movimento. Mas eu me sinto bem representado pela gravadora atual, então estou satisfeito.

QB: Seu ultimo trabalho oferece o programa interativo U-Myx, que permite ao usuário mixar as canções em seus computadores. Vc acha que um novo Mike Oldfield pode surgir desses mixes caseiros?

MO: Eu espero que tenha alguma criança na frente do computador capaz de alcançar isto. Parece-me interessante que as pessoas possam remixar minhas músicas e criar novas músicas.

QB: Quando vc gravou Tubular Bells, um sucesso no mundo inteiro, vc era muito jovem, apenas 17 anos. Como vc lidou com essa situação?

MO: Eu não consegui assimilar. Eu fugi para as montanhas, para um lugar longínquo habitado por carneiros. Eu bebia estupidamente muito álcool lá. Era um escape.

QB: Um gênio deixando o mundo pra trás?

MO: Eu não sei como responder isso...

QB: Quem é o melhor compositor clássico contemporâneo? Por exemplo, o que vc acha de Yann Tiersen?

MO: Quem?

QB: Se eu te dizer que ele é o autor da trilha sonora do filme "O Fabuloso Destino de Amelie Poulain", talvez vc saiba...

MO: É holandês?

QB: Não, é francês.

MO: Eu posso ter ouvido sua música, mas não sei. O melhor compositor hoje em dia, Humm, não é fácil responder. Tem vários.

QB: Vc prefere Wim Mertens ou Philip Glass?

MO: Oh, eu amo Philip Glass. Suas idéias são muito simples, mas ele tem várias. Eu gostaria que existisse mais gente fazendo música interessante. Existe pessoas que fazem música especial, mas na indústria da música conteporânea não tem espaço para eles, pôquer hojem dia a música lançada é muito comercial.

QB: Porque vc prefere vocais femininos em suas canções?

MO: A voz é mais um instrumento para mim. Mas eu gosto de vozes femininas pq elas tem um tipo diferente de ritmo.

QB: Que instrumento vc não consegue tocar?

MO: Vários.

QB: A gaita de fole galega é difícil?

MO: Não, eu posso tocar alguma coisa com ela. Eu não consigo tocar trompete bem e toco muito mal violino.

QB: E seu helicóptero de controle remoto? Vc ainda brinca com ele?

MO: Sim, algumas vezes. Mas agora tenho um novo hobby: motos.

QB: Um hobby mais perigoso, não é?

MO: Eu não acho.

QB: Cozinhar carne assada com batatas para o jantar de domingo era uma das suas coisas preferidas de fazer. Ainda pensa da mesma forma?

MO: Sim,é algo que amo fazer.

QB: Mais que sexo?

MO: Não, não, não(risadas).

QB: Embora depois virou moda, vc foi um pioneiro em mixar sons africanos e celtas com a sua própria música. Como foi o processo de explorar a música ao redor do mundo?

MO: Eu amo o som das gaitas de fole. O fole faz os sons mais interessantes: pum, pum, pum.... O mais engraçado que a gaita de file sempre faz sons,e seu som nunca termina. Mas sua técnica pode ser usada tb com a guitarra.

QB: Vc compôs a trilha sonora do "O Exorcista". Vc considera esse tipo de composição menos trabalhosa?

MO: Agora tem uma série de filmes e eles todos precisam de trilha sonora, mas depois de ver vários deles, é difícil de lembrar de suas trilhas sonoras.

QB: Vc visitou La Coruña várias vezes, qual é a sua relação com a cidade?

MO: Sim, eu estive lá várias vezes. A última vez foi para ver um show na praia. Eu me lembro que foi em 99.

QB: Vc não tinha uma namorada lá, não?(nota MOB - ele se refere a Rosa Suarez, ex-namorada espanhola do Mike na época do TB II/TSODE).

MO: Sim, mas agora não. Foi há muito tempo atrás.

QB: O futuro é sempre melhor que o passado?

MO: Se você olhar para trás, você pensa tudo era tão bom. O problema com o passado é que você vê as boas coisas e você lembra que não curtiu qdo você estava lá. A vida é cheia de decisões e perguntas, e cada pequena coisa que você faz é importante. Você não pode viver sua vida e, ao mesmo tempo, se preocupar com o que pode acontecer depois. Quando você está vivendo algo, você sabe que depois pode doer, destruir você..mas naquele momento você não pensa sobre. É um assunto delicado, mas existe um momento, que quando tudo está OK, que é algo perfeito.

QB: Sua música é para apreciadores ou para ser apreciada por todos?

MO: Humm, tem muita gente que não entende minha música. Alguma vezes eu leio nos jornais falando boas coisas sobre meu trabalho e isso me faz me sentir bem. Mas não é tão freqüente. Outros insistem que eu deveria fazer isso ou aquilo e que eles tem opiniões muito fortes sobre o que faço. Apenas 10% das pessoas que falam sobre minha música alcançam o espírito que tento transmitir nas minhas músicas. Eu gostaria que eles me deixassem só quando eu tenho que fazer meu trabalho.

QB: Mas na sua carreira vc criou também canções pop que foram alcançadas e entendidas por todos.

MO: Sim, mas é difícil de conseguir...eu fiz algumas boas canções pop, mas foi divertido.

QB: Seu melhor trabalho está por vir ou vc acha que já o fez?

MO: Hj em dia eu não trabalho intensamente como costumava fazer. Tem outras coisas na vida, não relacionadas a música que me motivam e eu quero explorá-las. Eu não sei se irei criar algo musicalmente incrível nos próximos anos. É algo que não posso controlar. Eu estou esperando instruções dos espíritos.

QB: Sua música mudou ao longo de sua carreira. Sua personalidade pode tb traçar um paralelo tb?

MO: Eu não acho que minha música tenha mudado tanto assim. Espiritualmente, minha música agora é mais forte e poderosa. Mas sim, a respeito da minha personalidade eu posso dizer que eu cresci e fiquei velho.

QB: Vc trabalhou em vários estilos: eletrônico, pop, instrumental, contemporâneo, trilhas sonoras, new age...qual deles vc se sente mais confortável em estar?

MO: Eu não posso responder essa questão pq eu gosto de todos. Aproveitando a deixa, mande minhas recomendações e considerações para o Luar na Lubre?

QB: Anotado.


Pelo que percebi na entrevista, nota-se um Mike Oldfield mais seguro de si, altamente espirutualizado, amadurecido e que tem consciência do mundo ao seu redor. Isso vem bem com a música que temos em Light + Shade, a música que foi fruto de um Mike Oldfield bem resolvido consigo mesmo.

:: por Tatiana Porto 11:29 AM [+] ::


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